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"Eco-Friendly"

Sustentabilidade chega à decoração da casa com beleza e design

Viver de uma maneira um pouco mais "eco-friendly" já virou um mantra moderno. Não há como fugir dele. Numa rápida busca por títulos que nos ensinem a viver de uma maneira mais ecologicamente correta em casa, pipocam dezenas de obras na linha "como fazer do lugar que você mora um lar mais verde". São manuais de conduta que ensinam truques para economizar água, energia elétrica, gás... Tudo em nome da conscientização. De embutir na cabeça do leitor que é preciso reciclar, preservar, transformar para salvar o planeta. Soa um tanto presunçoso à primeira vista. Mas esforços mínimos feitos coletivamente dão resultados sim.

Reciclar lixo, por exemplo. Mesmo em cidades como São Paulo, em que a coleta seletiva não é feita em todos os bairros (infelizmente...), há postos de coleta espalhados por todos os cantos. Estacionamentos de alguns supermercados foram transformados em postos de arrecadação de materiais recicláveis. Dá um pouco de trabalho lavar embalagens plásticas e vidros, amassar latinhas de alumínio, enfiar tudo no carro e distribuir seu lixo "limpo" em tonéis específicos? Dá. Mas, com o tempo, vira hábito e, quando você se dá conta, fica com dó de misturar o lixo num só recipiente no seu próprio lar. A arquiteta Simone Meirelles concorda: "A questão do lixo é básica, não dá para existir nos dias de hoje uma casa sem reciclagem de lixo". Atitude mínima, mas de grande efeito ambiental.

Decorar a casa com peças feitas com materiais reciclados é outra boa pedida. E não pense que falo aqui de tranqueiras ripongas e afins. Há móveis muito bacanas feitos com sobras descartadas em caçambas. É o caso da peças criadas pelo estúdio de design Hoc Die. Um belo dia os donos notaram que uma grande quantidade de tacos de madeira era descartada nas caçambas do bairro. Começaram a recolhê-las, desenharam peças compatíveis com a matéria-prima e hoje vendem estantes, pufes e mesas, entre outros produtos, feitos com tacos. Lindos e muito ecológicos, já que nenhuma árvore foi derrubada no processo.

Olhar para a própria casa e enxergar novas possibilidades para a mobília que você já tem é outra atitude muito verde. Claro que deve ser levado em conta o custo-benefício. Muitas vezes reformar um objeto sai mais caro do que comprar um novo. No entanto, se as contas estiverem do seu agrado, não hesite em trocar estofados, mandar consertar um pé de mesa quebrado, pintar novamente o gabinete da cozinha que ainda cumpre sua missão básica de guardar a louça da casa. O mesmo vale para novas compras. Feirinhas de usados e lojas de móveis antigos estão cheias de boas opções decorativas. Reaproveitamento inteligente com a vantagem de levar para o seu lar uma peça que foge dos padrões convencionais.

Na ala dos revestimentos também há muita coisa bacana no mercado. Painéis decorativos feitos a partir de casca de coco reciclada, telhas que levam tubos de creme dental descartados como matéria-prima e painéis de Teka (madeira asiática reflorestada com sucesso no centro oeste brasileiro, feitos de sarrafos colados de madeira), entre eles. A melhor parte é o fato de serem revestimentos que não deixam nada a desejar no quesito apelo estético.

A EcoLeo, divisão ecológica da Leo Madeiras, é um dos endereços em que é possível revestir boa parte da casa com madeiras certificadas ou de reflorestamento e investir em materiais como as telhas ecológicas. "O importante é saber o que está levando pra casa, e saber que você vai usar uma telha feita com um material que iria para o lixo, poluir ainda mais o meio-ambiente, é muito gratificante", explica o gerente da loja, Estevão Gazzinelli.

Outras atitudes verdes: ir ao supermercado com sua própria sacola, as chamadas eco-bags; optar por lâmpadas econômicas ao menos em áreas externas da casa (que ficam acesas durante horas seguidas) e optar por eletrodomésticos que consumam menos energia ou água durante o funcionamento. A Electrolux é uma das empresas que apostam nesse nicho verde de mercado. Uma das atuais vedetes da marca é a linha de lava-louças Blue Touch, com capacidade para lavar muitos pratos simultaneamente, e o "Programa ECO", que viabiliza a lavagem da louça em menos tempo, economizando água e energia elétrica. Já a Brastemp colocou recentemente no mercado uma secadora de roupas, da linha Duet, que funciona a gás e dotada de uma função que "avisa" quando a roupa está seca, evitando desperdícios com ciclos fixos de secagem, evitando tempo extra de consumo de energia.

No banheiro, além dos banhos demorados e dos chuveiros tipo "panelão", que contribuem sensivelmente para o desperdício de água, válvulas de descarga desreguladas são bem pouco ecológicas. Para a arquiteta Fernanda Abs, a opção por vasos sanitários com caixas d'água acopladas é mais ecológica do que as válvulas. "A consciência das pessoas já está mudando, elas estão prestando atenção à questão ambiental, à importância de poupar recursos naturais", acredita Fernanda. No mercado, isso reflete em linhas como a Hydra Duo, da Deca, detentora do selo SustentaX, de sustentabilidade com qualidade. Ela é composta de válvulas com dois botões de acionamento: um para 3 litros de água e outro para 6 litros.

Fonte: Uol

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